Suspenso no interior do saco embrionário de um óvulo quase maduro, o observador encontra-se a cerca de quarenta micrómetros da superfície convexa da célula-ovo, uma massa periforme de citoplasma de tonalidade verde-jade cuja periferia rica em organelos envolve um núcleo grande e luminoso, alvo como alabastro, com um nucléolo denso que capta a luz como uma pérola em água parada. As duas camadas de integumento arqueiam-se em volta como as paredes de uma gruta de marfim, as suas células achatadas e comprimidas unidas por tênues costuras âmbar, enquanto pelo micrópilar — uma passagem oval de apenas quinze micrómetros na extremidade superior direita — entra um fio de luz exterior que ilumina partículas em suspensão no fluido apoplástico. Flanqueando a célula-ovo, as duas sinérgidas pressionam o seu corpo mais refractivo contra ela, as suas invaginações filiformes na ponta micropilar a brilhar com uma fluorescência âmbar-dourada, rendas membranares que dispersam a luz em filamentos ramificados como brasas. Para lá da célula-ovo, a célula central abre-se numa câmara de citoplasma tão transparente que parece uma sala cheia de água, no centro da qual dois núcleos polares flutuam como luas lilás-cinzentas com um ligeiro iridescente, e no polo calazal mais distante três células antipodais agrupam-se em sombra difusa, azul-acinzentadas como pedras vistas através de água funda, marcando o limite mais remoto desta câmara viva.
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