Corda Partida, Hádron Nascente
Quarks

Corda Partida, Hádron Nascente

O que se vê aqui é o interior do próprio vácuo quânticocromomdinâmico no momento exato em que uma corda de fluxo de cor, esticada além do seu limite crítico, se rompe num clarão esférico de luz branco-azulada que apaga o carmim profundo ao redor e dá à luz dois novos pares quark-antiquark — pontos de âmbar elétrico que já recuam em direcções opostas, cada um arrastando atrás de si um segmento de tubo de fluxo mais curto e mais turbulento. Este processo chama-se hadronização por quebra de corda: quando a tensão acumulada no tubo de fluxo cromomagnético atinge energia suficiente para nuclear matéria nova a partir do vácuo — cerca de 1 GeV por ferâmetro —, o campo não se liberta, simplesmente ressela-se em novos hadrões, tornando o confinamento absoluto e irreversível. As ondas concêntricas pérola-cinza que se propagam pelo meio violeta-acinzentado ao redor são perturbações no condensado de gluões do vácuo QCD, um meio denso de flutuações virtuais que nunca está quieto, onde pares de quarks surgem e se dissolvem em menos de 10⁻²⁴ segundos. A escala desta cena não é sentida por comparação com nada familiar, mas pela imensidão intrínseca do próprio campo: o diâmetro do tubo de fluxo original representa a estrutura mais densa e energética do universo não estelar, e a sua ruptura é um acontecimento geológico no substrato fundamental do espaço, silencioso e total.

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