O observador encontra-se ao nível do chão numa vasta planície hexagonal de esferas cobre-douradas, cada uma com a dimensão de um calhau visto à altura dos joelhos, espaçadas em cadência regular de 2,55 Å como pedras de calçada num largo antigo — esta é a superfície Cu(111), uma das faces mais densamente empacotadas do cobre metálico, onde cada átomo partilha doze vizinhos e a energia de superfície atinge o seu mínimo. A superfície emite uma luminescência âmbar profunda que provém do interior de cada átomo, reflexo da densidade de estados electrónicos concentrada nos ápices atómicos, enquanto as concavidades interstices entre átomos surgem como depressões ligeiramente mais frias e escuras de névoa electrónica comprimida. A meio da terraça, um degrau abrupto — apenas uma camada atómica de altura, mas monumental a esta escala — apresenta átomos na aresta com um brilho fraccionalmente mais intenso, sinal da sua coordenação reduzida e da consequente acumulação local de densidade de estados, como bioluminescência numa crista de recife. Espalhadas pela terraça, dezenas de moléculas de CO erguem-se verticalmente como obeliscos esguios: uma base de carbono cinzento-escuro ligada ao sítio atop do cobre, seguida de uma coluna cilíndrica densa de densidade electrónica da ligação tripla — azul-branca e luminosa — rematada por um ápice de oxigénio carmesim com nuvens de pares solitários a irradiar suavemente, o conjunto disposto em padrão geométrico preciso produto de manipulação átomo a átomo por ponta de microscópio de tunelamento.
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