O observador encontra-se suspenso no coração geométrico de um cristal de cloreto de sódio, rodeado em todas as direções por uma catedralense simetria cúbica que se estende ao infinito numa neblina mineral fria. Os aniões de cloro dominam o campo visual como esferas colossais de violeta régio e índigo profundo, com nuvens eletrónicas difusas que se esvanecem em halos de lavanda e cinzento pálido, aproximando-se umas das outras sem nunca se tocarem — o seu raio iónico de cerca de 181 pm faz com que ocupem a maior parte do volume do retículo, numa estrutura tipo sal-gema onde cada ião está rodeado por seis vizinhos de carga oposta em geometria octaédrica. Encaixados com precisão nos interstícios entre esses gigantes violetas, os catiões de sódio surgem como esferas compactas de âmbar dourado pálido, muito mais pequenos — cerca de 102 pm de raio iónico — com as suas nuvens eletrónicas contraídas próximas do núcleo, separadas dos vizinhos por corredores de vazio cristalográfico genuíno onde não existe qualquer partilha de densidade eletrónica, pois a ligação é puramente iónica. A iluminação nasce dos próprios iões, intrinsecamente mineral, fria, e a alternância hipnótica — violeta, âmbar, violeta, âmbar — repete-se nas três direções perpendiculares simultaneamente, convergindo ao longe numa névoa azul-violeta luminosa que dissolve os átomos individuais numa perfeição auto-similar e silenciosa.
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