O observador encontra-se completamente envolto num oceano primordial sem superfície nem horizonte, uma extensão infinita de fluido incandescente cor de ferro fundido a sangrar em fosforescência branca, cuja temperatura ultrapassa os três triliões de Kelvin — condições em que a própria fronteira entre matéria e campo se dissolve numa única sopa cegante de quarks e gluões desconfinados. Neste estado, a cromodinâmica quântica liberta as cargas de cor da prisão hadrônica normal, e o plasma resultante comporta-se como um líquido quase perfeito de viscosidade extraordinariamente baixa, fluindo em enormes vórtices viscosos cujos braços luminosos traçam a geometria de fluxo elíptico característica de uma gota de matéria primordial em arrefecimento. A luz não provém de nenhuma fonte exterior — emana de cada attômetro cúbico do meio envolvente, tornando as sombras impossíveis e revelando a profundidade apenas através de subtis gradações de âmbar e branco-azulado onde a densidade de energia flutua. Na periferia deste oceano térmico, a transição de fase acontece em tempo real: a superfície fervilhante da gota fragmenta-se numa costa de criação onde a energia cristaliza em faíscas hadrónicas que se libertam para o vácuo translúcido envolvente, cada uma carregando uma coroa de campo cromático em dissolução, enquanto o plasma continua a ferver e a verter a sua substância para o universo nascente na sua margem.
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